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Ricardo Santos (Aldi Portugal): “Vamos introduzir um conceito de loja diferenciador, de maneira a reforçarmos a nossa a presença nos centros urbanos”

Ricardo Santos (Aldi Portugal): “Vamos introduzir um conceito de loja diferenciador, de maneira a reforçarmos a nossa a presença nos centros urbanos”

Aldi celebra o seu 15º aniversário em Portugal, onde definiu um ambicioso plano de expansão até 2025. En 2020, foi a rede, junto com a Mercadona, que aumentou sua participação na superfície, tal como consta no informe publicado pela Alimarket sobre este mercado. Alimarket Alimentación entrevista Ricardo Santos, diretor de marketing e comunicação da Aldi Portugal. Nesta entrevista este fala dos projetos de expansão da cadeia a curto e médio prazo, dos pontos fortes do seu grupo e dos desafios que o sector enfrenta para o futuro.

A: O ano de 2020 tem sido um ano difícil no qual a distribuição alimentar tem sido capaz de se adaptar à situação especial colocada pela pandemia. Como é que a crise sanitária afetou os planos de expansão da sua cadeia?

Ricardo Santos: A experiência da primeira vaga da pandemia revelou a necessidade de adaptação e capacidade de resposta das marcas. Na altura do primeiro confinamento, em que todos estávamos a entrar em território novo, percebemos que precisávamos ouvir e compreender o que os consumidores estavam a sentir e o que procuravam. Os portugueses não estavam a pensar nas marcas, mas sim nas suas próprias vidas, que foram impactadas por uma crise sem comparação, onde o receio era o denominador comum. À medida que as medidas foram sendo aliviadas, as pessoas ansiavam retomar alguma normalidade. A procura pelas lojas físicas, principalmente em determinados setores c omo o retalho, comércio alimentar e farmácias, manteve-se relativamente estável. No nosso caso, algumas categorias registaram, inclusivamente, um aumento de vendas, obviamente justificado pela necessidade que as pessoas tiveram de estar mais tempo em casa e, consequentemente, cozinhar as suas próprias refeições.

A: Recentemente anunciaram um investimento para a aberturas de novas lojas e a construção de um centro logístico. Quais são os planos de expansão da ALDI em Portugal?

R.S.: Apesar das limitações impostas pela pandemia, foi possível mantermos os nossos planos de expansão com a abertura de novas lojas em cidades que ainda não estávamos presentes, reforçando a nossa presença em território nacional, enquanto contribuímos e incentivámos a criação de novos postos de trabalho. Em 2020, abrimos dez lojas e desde o início de 2021 que já inauguramos nove espaços. Paralelamente, iniciámos também a construção do novo centro logístico na Moita, com um investimento previsto de 60 M€ e criação de cerca de 300 postos de trabalho diretos e indiretos.

Um dos nossos principais objetivos, é o de chegar às 250 lojas até 2025 , o que representa uma forte aposta, com vista a atingir novas geografias onde ainda não estamos presentes, mas também reforçar a nossa presença em cidades relevantes, onde já estamos representados. Encontramo-nos, neste momento, numa fase clara de aposta e investimento, com vista a fortalecer a nossa posição, quer em termos de superfícies de venda quer de estruturas de abastecimento, exemplo disso é o facto de estarmos à procura de uma localização a Norte, para a construção de um novo entreposto logístico, num investimento que se prevê rondar os 45M.

Para 2021 temos previsto um total de 25 novas lojas, que prometem trazer muitas novidades aos clientes e emprego às comunidades locais. Ultrapassaremos, assim, este ano uma centena de lojas . No entanto, temos de acompanhar a evolução da pandemia e da conjuntura provocada pela mesma. Assim, e caso se revele necessário, estamos em condições de adaptar o nosso plano de expansão.

A: Como tem evoluído a procura dos consumidores ao longo do último ano? Acha que estas mudanças vão continuar no futuro?

R.S.: Numa altura marcada pela incerteza e pelo receio de contágio, os consumidores voltaram-se para as marcas e produtos que lhes eram mais familiares e consequentemente, mais “confiáveis”. Apesar da frequência de compra ter diminuído, houve um aumento do número de produtos adquiridos a cada visita ou compra. A saída para ir às compras , tornou-se assim menos frequente e mais volumosa e focada na aquisição rápida e eficiente. Existiram também, constrangimentos legais ao exercício promocional que levaram mesmo a uma suspensão de promoções que incentivassem aglomerados de pessoas. Por isso, a própria dinâmica promoci onal, em todos os players, diminui numa fase inicial, tendo gradualmente regressado ao ritmo anterior.

Na Aldi Portugal, procurámos manter a nossa dinâmica de oferta de produtos de elevada qualidade a preços acessíveis. Cumprimos com o nosso calendário promocional quando possível e adaptámo-lo quando foi necessário. De forma geral, em março do ano passado, houve um aumento da procura por produtos com maior prazo de validade, como é o caso das conservas, bolachas, massas, arroz, congelados, entre outros alimentares ou não alimentares, como o “famoso” papel higiénico havendo pouca sensibilidade aos preços praticados. No entanto, e desde que aprendemos a conviver com a pandemia, esta procura por bens alimentares que são facilmente armazenados estabilizou, tendo sido substituída por produtos que contribuem para um estilo de vida mais saudável, com maior destaque para os artigos de origem biológica e os frescos.

Quanto a tendências, e apesar de algumas já terem começado a surgir no período “pré-Covid”, houve uma aceleração no que diz respeito ao cuidado com a alimentação saudável, com o bem-estar e com a saúde. Para além disto, percebemos que, cada vez mais, os consumidores têm o cuidado em comprar produtos e marcas que demonstrem uma real preocupação com os temas ambientais e sociais, como o combate ao desperdício alimentar, a promoção da produção nacional ou a contribuição para a comunidade, que se tornaram pilares no que diz respeito ao retalho alimentar. O consumo de produtos considerados de indulgência (sobremesas, chocolates, doces, etc. registaram, também, uma tendência de crescimento, neste período. Em paralelo, uma vez que os convívios sociais ficaram delimitados ao interior de casa, registou-se um aumento em alguns segmentos como as beb idas alcoólicas, que continuaram a ser consumidas, mas desta vez, noutro cenário.

A: O formato de proximidade tem sido um dos mais beneficiados durante a pandemia. Como é que o crescimento deste formato tem influenciado o modelo das suas lojas?

R.S.: A definição geográfica das novas lojas tem sido baseada num forte critério de localização, de modo a servirmos, cada vez melhor, os clientes em termos de conveniência. A localização, os acessos, a visibilidade e a proximidade da população, são fatores determ inantes na escolha de uma nova loja. Como já referimos, u m dos nossos principais objetivos, é o de ultrapassar as 200 lojas até 2025. No entanto, e para além disto, vamos também introduzir um conceito de loja diferenciador, de maneira a reforçarmos a nossa a presença nos centros urbanos e assim servir os clientes de forma mais conveniente e com um sortido adaptado à procura diária desses polos.

A: Considera que a crise económica derivada da crise sanitária conduzirá a uma guerra de preços? Como pretende enfrentar o crescimento da concorrência?

R.S.: Os consumidores estão mais exigentes e conscientes, sabem o que é melhor para si, para as suas famílias e, também, para o ambiente e para a sociedade. Querem consumir alimentos que sejam saborosos e saudáveis, enquanto combatem temas como o desperdício ali mentar ou promovem a produção nacional. Trabalhamos em mercados muito competitivos em todas as categorias e em várias geografias. A concorrência fez sempre parte do nosso contexto. Uma concorrência saudável pode ser benéfica para o consumidor, que passa a fazer as suas escolhas não só de acordo com padrões de qualidade, mas também com base nos fatores de diferenciação da marca e no seu nível de identificação com a mesma. É por isso que, além da aposta contínua, na qualidade e inovação do nosso sortido de produtos, temos trabalhado a nossa comunicação com os consumidores, para que conheçam os valores da nossa marca: elevada qualidade a preços acessíveis.

A: A sustentabilidade desempenha hoje um papel importante, que medidas planeiam desenvolver nos próximos anos neste sentido?

R.S.: Na ALDI, acreditamos que a proximidade e a transparência são fatores importantes para nos aproximarmos dos nossos consumidores e estabelecer uma relação vencedora e duradoura. No âmbito do nosso “Compromisso ALDI ” definimos um conjunto de medidas que implementamos de forma contínua. Para garantir o sucesso duradouro é importante que cada um de nós dê o seu contributo para proteção dos recursos. Por isso, é para nós da maior importância sensibilizar os nossos client es para o tema dos plásticos e das embalagens e disponibilizar medidas fáceis de implementar no seu dia-a-dia. Temos estado a trabalhar, em conjunto com os nossos fornecedores, na redução das embalagens para frutas e legumes e em substituir as mesmas por materiais mais sustentáveis. Começamos, nomeadamente, a alterar as cuvetes de plástico por opções em cartão nas nossas frutas e legumes embalados de marca própria, o que permite, em média, a redução de 70% de plástico em cada embalagem. No início do ano substituímos o material utilizado nos nossos sacos para frutas e legumes, que agora é feito a partir de matérias-primas renováveis . Ao mesmo tempo, continuamos a analisar a composição das embalagens das nossas marcas próprias para reduzir a utilização de materiais de origem fóssil e as emissões CO2. Até ao final de 2025, todas as embalagens de artigos de marca própria serão 100% recicláveis, compostáveis ou reutilizáveis e temos ainda o objetivo de reduzir em 15% o peso total das nossas embalagens de marca própria.

Por outro lado, a recolha seletiva e o correto encaminhamento das embalagens para reciclagem e valorização são uma parte importante da economia circular que também promovemos. Queremos apoiar os nossos clientes nesta tarefa e estamos a introduzir, de forma gradual, em grande parte das embalagens das nossas marcas próprias, uma simbologia harmonizada com recomendações de deposição seletiva.

Sabemos qual é o caminho a seguir e o que temos de fazer para o conseguir. Somos uma empresa com mais de 100 anos de existência, o que, desde logo, revela que não só temos conseguido acompanhar a evolução do mercado enquanto retalhista, como também temos conseguido adaptar-nos e assumir o papel que nos cabe perante a sociedade. Temos consciência da nossa responsabilidade perante os consumidores e por isso, mais importante do que sensibilizar, é dar o exemplo.

A: Quais acha que são os principais desafios a enfrentar nos próximos anos?

R.S.: As transformações tecnológica, digital, de mobilidade e ambiental serão o s principais “drivers” e desafios que teremos de enfrentar, acompanhar e responder nas próximas décadas. Ao longo destes meses, e apesar de toda a incerteza, a força de vontade e a dedicação de todos os colaboradores e equipas da ALDI, tornou possível que não perdêssemos a perspetiva do longo prazo e que nos mantivéssemos firmes nas prioridades estratégicas definidas. Apesar da instabilidade dos tempos que vivemos, acreditamos que estamos, hoje, mais bem preparados do que há um ano para lidar com as exigências da realidade de cada mercado e para continuar a crescer de forma sustentável. Estamos, agora, mais aptos para garantir uma resposta adequada aos desafios que ainda possam surgir e para continuarmos a disputar e a conquistar a preferência dos consumidores portugueses, numa envolvente operacional comparativamente muito mais exigente.

A: Quais considera serem os pontos fortes do seu modelo em comparação com outros retalhistas?

R.S.: A essência ALDI reflete-se num posicionamento assente na forte oferta de produtos frescos e de marca própria, de elevada qualidade a pre ços acessíveis. Desde a nossa entrada no mercado nacional há 15 anos, que temos demonstrado uma grande preocupação em adaptar mo-nos às necessidades e características do consumidor português. Os nossos clientes valorizam o equilíbrio que oferecemos entre qualidade e preços competitivos. No entanto, a inovação é um fator crítico e um ponto importante em categorias que já têm uma perceç ão junto do consumidor positiva, mas é fundamental continuar a trazer propostas novas, que adicionem valor, tragam outros sabores e novas oportunidades de consumo. Para além disto, oferecemos ainda uma gama variada de produtos biológicos, vegetarianos e vegan, sem glúten e sem lactose, sempre, a preços competitivos, que vão ao encontro das necessidades e exigências dos consumidores e proporcionam uma verdadeira experiência de descoberta.

As nossas oportunidades semanais, alimentares e não alimentares, estimulam e proporcionam um verdadeiro sentimento de descoberta e conquista aos nossos clientes. Ao mantermos a ALDI e a sua essência ‘discount’, estamos a focar-nos na simplicidade e no essencial em tudo que fazemos, sempre a pensar nos nossos consumidores. A nossa missão é oferecer às pessoas, onde quer que elas estejam e a qualquer altura, tudo o que precisam para o seu dia-a-dia: produtos de elevada qualidade a um preço acessível, de forma simples e rápida. É aí que reside o que nós consideramos como a fórmula vencedora: a essência do retalho, tal e qual como ele nasceu, aliado à paixão pela excelência dos produtos e serviços.



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