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Liliane Montes-Coutinho (E.Leclerc Portugal): “E o momento da compra vai-se tornar mais especialista, racional e frugal”

Liliane Montes-Coutinho (E.Leclerc Portugal): “E o momento da compra vai-se tornar mais especialista, racional e frugal”

Alimarket Alimentação, coincidindo com o lançamento da sua base de dados sobre o sector da Distribuição Alimentar em Portugal e o relatório especial sobre o setor publicado em junho, entrevista Liliane Montes-Coutinho, diretora de comunicação e imagem E.Leclerc Portugal, na qual comenta os projetos de expansão da cadeia e a sua opinião sobre a chegada da Mercadona ao mercado português. Explica também o que acredita serem os desafios que o sector terá de enfrentar após a pandemia, as mudanças que irá gerar nos hábitos de consumo e as medidas tomadas durante a crise sanitária.

Alimarket: O que significa para o vosso grupo a entrada do Mercadona em Portugal?

Liliane Montes-Coutinho: Merece-nos, em primeiro lugar um grande respeito, pois a concorrência é um dos incentivos mais importantes para a criação de uma dinâmica de inovação e eficiência nos mercados. E quando há um aumento do grau de competitividade o consumidor sai beneficiado.

A: Qual é a vossa previsão de expansão para 2020 (número de lojas e zonas)?

L.MC.: Estamos sempre atentos a novas oportunidades de mercado e novos formatos. Neste momento estamos a aumentar a nossa eficiência logística, melhorar espaços de loja e o serviço ao cliente. Por outro lado, aumentar a variedade e qualidade na nossa oferta de produtos, reforçar a nossa relação com fabricantes e produtores, sem esquecer de acompanhar as novas tendências do mercado.

A: Quais são os desafios que o sector da distribuição alimentar terá de enfrentar nos próximos anos em Portugal?

L.MC.: Sem dúvida que não só o setor da distribuição alimentar, mas todas as restantes áreas de negócio irão enfrentar diversos desafios nos próximos anos. Um deles é o desenvolvimento e acompanhamento dos processos de transformação digital que se tornaram ainda mais visíveis e essenciais para a sustentação de muitos negócios, tendo sido possível verificar que num curto espaço de tempo estas ferramentas digitais garantiram a operacionalidade e concretização de relações comerciais (para quem vende, mas também para quem compra). Outro desafio será a agilidade das lojas físicas para o menor contacto possível entre os clientes, produtos e o espaço de tempo que cada cliente ocupa dentro delas, já que é um espaço onde o consumidor aproveita para analisar os vários produtos e preços e fazer as suas compras com o tempo necessário para as mesmas, sem pressão. E os métodos de pagamento vão acabar por ser também eles afinados já que é fundamental sensibilizar os clientes para o menor contacto com dinheiro físico, priorizando os métodos de pagamento automáticos.

Por fim e não menos importante temos duas fortes tendências: o compromisso com o nosso planeta e com as novas gerações, evoluindo para um consumo mais responsável e eco-sustentável, e um privilegiar da saúde e bem estar das pessoas e das comunidades.

É imperativo que as empresas nos mais diversos setores apostem na inovação e alterem os processos do ‘customer journey’ para estarem devidamente preparadas para qualquer desafio que possa surgir e possam agir de forma rápida e eficaz perante o momento.

A: Que ações estão a desenvolver para responder à situação provocada pelo Covid-19?

L.MC.: Desde o início desta crise que agimos em total conformidade com as indicações expressas pelas autoridades nacionais. Desde logo, cumprimos as exigências que visam flexibilizar e limitar os horários de funcionamento dos nossos estabelecimentos, bem como o número de clientes que cada loja pode albergar em simultâneo. Criámos horários especiais, em exclusivo para os heróis que se encontravam na linha da frente desta tão árdua luta, profissionais de saúde, forças de segurança e bombeiros. Junto dos nossos colaboradores, mantivemos e aumentámos hábitos de higiene que fazem já parte da cultura da marca E.Leclerc, como a desinfeção diária das lojas, equipamentos e armazéns.

As medidas foram adotadas por todos os nossos hipermercados, assim como pela nossa central de compras, onde tambén se destacam a sensibilização dos clientes para a compra de apenas o necessário, uma vez que o stock está garantido; controlo das entradas em loja; proteção das linhas de caixa e dos espaços de atendimento e desinfeção das superfícies que estão em contacto com os clientes.

Por outro lado e conscientes das dificuldades económicas que uma parte significativa dos portugueses estão a passar, e fieis á missão e ADN do nosso grupo -defesa do poder de compra- bloqueámos os preços de 3.500 artigos da nossa marca própria durante todo este período de crise pandémica. Ainda que os custos de produção, de transporte, de matérias primas, etc. aumentem, o E.Leclerc irá manter sempre os preços para o cliente final. E mais, irá manter também as suas promoções semanais e habituais. São 3500 artigos muito variados, que incluem bens de primeira necessidade. Desde mercearia, lacticínios, bebidas, limpeza, higiene, bio, sem glúten, comida animal, etc.

Os Portugueses, não precisam assim de ter receio da inflação nos bens alimentares, nem receio de stocks pois o E.Leclerc está a trabalhar com os seus parceiros industriais para que nada falte. Não precisam também de ter receio quanto à qualidade dos bens alimentares a que podem aceder.

A: Como consideram que vai mudar a procura nos próximos meses?

L.MC.: Os hábitos de consumo vão alterar e o momento da compra vai-se tornar “mais especialista, racional e frugal”, os consumidores vão procurar os produtos que melhor os satisfaçam, com um nível mínimo de custo, num movimento de defesa do seu poder de compra que foi fortemente afetado pela pandemia.

As marcas próprias vão ser uma “escolha racional” e pensamos que vão ser objeto de um grande crescimento pois garantem, por um lado qualidade semelhante às marcas líder, mas com preços mais baixos, mais acessíveis. E isto é um binómio extremamente atrativo, não só para quem ficou desempregado ou numa situação fragilizada do ponto de vista económico e, portanto apenas pode optar por proceder a escolhas de bens de 1ª necessidade e essenciais. Já para quem manteve o seu rendimento, o seu principal objetivo é “maximizar” o seu poder de compra, pois tem sentimentos de insegurança face ao futuro.

Por outro lado, a crescente preocupação com a saúde, vai conduzir a uma maior procura pelo consumo de produtos frescos, como frutas, legumes, peixe e carnes brancas e, consequente redução de consumo de produtos processados, com elevados níveis de açúcar ou sal. Também os produtos Bio, não só em produtos alimentares como também em produtos não alimentares, serão alvo de escolha do consumidor como por exemplo, higiene, beleza e limpeza do lar.



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